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18 de Agosto de 2017

A polícia e seus antagonismos brutais

Evandro Martins, Advogado
Publicado por Evandro Martins
há 4 anos

O surgimento da polícia como hoje conhecemos - toda uniformizada e postada de forma ostensiva aos olhos da população para vigiar e prender – é coisa extremamente recente em termos de civilização. No Brasil, remonta a pouco mais de dois séculos.

Ela surgiu junto à Revolução Industrial, ao crescimento das cidades e à unificação dos Estados. Com o industrialismo, camponeses foram expulsos de suas terras e obrigados a viver na cidade, provocando seu inchaço, o que, aliado à explosão populacional devida aos avanços tecnológicos, ocasionou um aumento da criminalidade, porque a oferta de trabalho sempre foi e será menor que o número de pessoas aptas ao trabalho. O capitalismo tem uma tendência natural ao chamado “exército de reserva”.

Quem de relance veja, achará que a polícia é o lado “bom”, voltado a combater o “mau”. Mas esta é uma ideia elitista, superficial e se desfaz muito rápido. Basta dizer que quem dita a regra de quem e qual será o “mau” é quem está no poder. E a regra ditada visa manter sempre a mesma e velha ordem, ou seja, visa beneficiar um grupo de pessoas e não todas as pessoas. Então, se o agente (policial) receber uma ordem para combater determinado “mau”, ele não poderá perguntar se o que vai fazer é bom ou mau, afinal foi doutrinado a repudiar seu senso crítico e a obedecer toda ordem hierárquica. A polícia é, em suma, a instituição cega, surda e muda criada para servir ao poder, sendo a fiel cumpridora de ordens, sejam quais forem.

Por isso é uma inocência das pessoas achar que a polícia existe para protegê-las. Polícia é a força bruta criada para proteger o poder (econômico, social, político, etc). Basicamente a polícia existe para conter as massas sobrantes do capitalismo para que não se apoderem dos bens dos ricos. Serve, pois, para manter a sociedade dividida em classes. Por isso é um meio de controle social: o mais violento.

Não é por acaso que Brasília registra o maior salário pago aos policiais: porque ali se concentra todo o poder político do país. Veja-se, por exemplo, nas recentes manifestações onde os alvos foram o patrimônio público, agências bancárias e estabelecimentos comerciais de renome. A polícia aí tende a agir com rigor a fim de reprimir tais ações porque houve afronta ao poder político (prefeituras, câmaras municipais, congresso nacional) e econômico (bancos, lojas). E quando o crime é contra pessoa de certo status social, a ação é rápida e quase sempre eficaz (exemplos: Carolina Dieckmann; filha do Silvio Santos). Em contrapartida, existem estabelecimentos comerciais, residências e pessoas sendo alvo de crimes cotidianamente e a polícia aí simplesmente não age.

Em linhas gerais a polícia não consegue e não está voltada para prevenir e nem reprimir o delito, o que comprova o fato de que dos 50 mil homicídios ocorridos no país por ano (números de uma guerra civil), apenas quatro mil (8%) têm o autor descoberto e preso[1]. É dizer o seguinte: cinquenta mil pessoas foram assassinadas porque não se conseguiu evitar que o fossem, quando a lógica do sistema seria que os homicídios – um dos crimes mais graves - sequer viessem a ocorrer. Muitas dessas pessoas a polícia é quem mata. E mata tão ou mais criminosamente quanto àquelas ações que deveria coibir. Ora, se a polícia vem cometendo os ditos excessos durante as manifestações, em que a ação toda está sendo monitorada pela mídia, imagine-se o que ocorre sem esta vigília? Lá com o pobre favelado. É claro que a maioria dessas mortes é de pessoas pobres. Por isto tal fato passa aparentemente despercebido por quem não vive na periferia.

A imprensa já faz o maior estardalhaço com alguns poucos crimes que acontecem nos bairros nobres, agora imagine se ocorrem cinquenta mil mortes nesses locais? Por tal razão, pode-se dizer que os Direitos Humanos só tiveram a devida atenção quando a burguesia foi vitimada na época da Ditadura Militar. Atualmente parecem servir apenas como estatística. Daí se vê que no atual modelo a vida possui valor diferente, variando de acordo com a posição ocupada pela vítima e não pelo valor intrínseco que a vida encerra em si.

A perpetuação da polícia se alimenta do "clima de insegurança social" que cotidianamente a imprensa marrom (sensacionalista) e a chapa branca (conservadora) noticiam. Ou seja, ela se mantém por conta do medo do tão aviltado inimigo: o “delinquente”; e porque se pública, incansavelmente, o quão numerosos e perigosos eles são. O medo está sendo fomentado e industrializado para alcançar fins comerciais, até porque, no atual modelo tudo tem que vender, inclusive o medo. E essa criminalidade de rua, (ou do pobre - assalto, homicídio, latrocínio), que é mais escancarada, obviamente que deixa a população comum, - aquela que não detém poder social, político ou econômico - em sobressalto. Isto porque, como já dito, a polícia não está direcionada para servir a população em geral, mas sim ao poder.

Mas, fazendo-se uma análise para além do bem e do mal, a polícia, mais precisamente os seus agentes, os policiais, são as maiores vítimas dentro do sistema penal. Esta íntima relação dos policiais com o crime arrastarão eles para diversos caminhos. São suicídios, depressão, síndrome do pânico e outras tantas patologias que essa atividade de guerra provoca. O número de suicídios chega a ser maior que o número de policiais mortos em combate[2]. Ora, se são conhecidos os terríveis efeitos entre os ex-combatentes de guerra que testemunharam o conflito de forma temporária, evidente que quem vivencia a guerra diária e sem trégua sofre de forma mais intensa os efeitos desta atividade insana. Mas dois caminhos são quase inevitáveis: a corrupção e o embrutecimento, ou seja, a animalização de seus membros.

Em 1971 foi realizado um experimento onde pessoas comuns foram selecionadas aleatoriamente para desempenhar os papéis de prisioneiros e guardas em uma prisão simulada (prisão de Stanford). Prevista para durar quinze dias, a experiência teve que ser interrompida no sexto dia. Os voluntários incorporaram de tal forma os papéis designados que os guardas foram se tornando cada vez mais sádicos e malvados com os prisioneiros, dispensando-lhes tratamento humilhante, castigos físicos, negando-lhes comida, acesso ao banheiro, etc. Em contrapartida, os prisioneiros começaram a apresentar distúrbios emocionais, perda do senso de realidade, desamparo. Estes quadros psicológicos e ações perversas dos “guardas” foram possíveis em uma mera simulação, agora quando os papéis tornam-se reais as consequências são muito mais graves.

Por isto há as chamadas milícias entre a polícia: verdadeiros grupos de extermínio que se arvoram no direito de fazer justiça com as próprias mãos sem que as vítimas tenham, muitas vezes, qualquer desavença com seus executores ou mesmo histórico criminoso. Por isto a tortura é um meio absolutamente normal dentre as práticas policiais. Por isto a polícia é truculenta, arrogante, estúpida, bestificada. As chacinas (Eldorado do Carajás, Acari, Candelária, Vigário Geral, Carandiru) acusam a violência da polícia contra os mais humildes. Isto se dá porque, ao se conferir certo grau de poder às pessoas, elas tenderão a abusar dele, se sentindo acima das demais. Isto ocorre em qualquer nível de poder, mas com a polícia é pior. Pior porque os policiais acham que se trata de uma luta do bem contra o mal, por isso suas ações descambarão para violência, tortura, mortes, chacinas, etc. Muitas dessas coisas terríveis e desumanas são amenizadas porque o sujeito que ordena não vê o fato, logo não tem a imaginação impressionada; enquanto o sujeito que obedece, está executando ordens e por isso não se sente responsável. Quem ler, não encontrará nisto senão palavras. Mas tem uma explicação: nada percebemos de injusto quando a distância entre nós e outro ser é muito grande, e matamos um inseto, por exemplo, sem qualquer remorso. Daí se vê que os conceitos de “bom” e “mau” caem por terra. As pessoas apenas desempenham os papéis que o sistema lhes confere.

E cabe um parêntese sobre a denominada violência deslocada. Suponha-se que um policial é humilhado por um superior hierárquico; neste momento ele nada poderá fazer. Sua reação contida (já que não pode agir) será deslocada, por exemplo, quando da prisão de um assaltante espancando-o, já que aqui ocupa uma posição superior a dele. Este assaltante, por sua vez, deslocará sua reação àquele espancamento numa futura vítima, p. ex; e esta vítima descontará esta agressão na sua mulher ou num subalterno no trabalho, etc. Cria-se assim, um ciclo interminável de agressões que é inerente ao próprio sistema. Estamos num ciclo vicioso que só gera violência.

E o pior de tudo é que há uma crença de que os problemas serão solucionados chamando a polícia: exatamente a instituição mais mal preparada para resolução dos conflitos. Praticamente todo problema e toda desordem é tratado como “caso de polícia”. Movimentos dos sem-terra, dos sem-teto, briga de vizinho, pensão alimentícia, tráfico de drogas, crimes patrimoniais, estupradores e assassinos, tudo é colocado na mesma vala, ignorando-se a raiz desses problemas, que nada mais são que sintomas de uma sociedade em crise estrutural.

Afora a animalização, há a corrupção dos policiais. Isto se dá por conta das seguintes proposições: atualmente é impossível acabar com o crime; e pior ainda: não existe nenhum interesse em acabar com ele. No modelo vigente o crime sempre vai existir e sua tendência é só aumentar porque o sistema, em si, é criminoso. O crime não está lá ou ca ; e tampouco são estes ou aqueles os criminosos. Ele está em toda parte e dentro de cada um. Crime é um conceito político. Isto quer dizer que seus fundamentos não se encontram em bases jusfilosóficas, naturais ou extraterrenas. Crime é uma criação de quem está no poder. A razão de existir do "crime" é a mesma que a Igreja Católica encontra para o "pecado", ou seja, é querer separar as pessoas em pecadores e beatos, em boas e más, onde umas seriam mais morais que as outras. No passado sacerdotes e guerreiros saqueavam o excedente da produção das famílias camponesas e isto era considerado a coisa mais normal. Hoje seria roubo. E o que foi a colonização de toda América senão um grande roubo, um assassinato em massa? Ou as duas coisas juntas.

Há tantas leis definindo o que é crime que é quase impossível um cidadão não ter cometido ao menos um delito. Por exemplo: comprar CD ou DVD falsificado é crime (receptação); tentar subornar um guarda de trânsito é crime (corrupção ativa); comprar sem nota para reduzir o preço de um produto ou serviço é crime (art. , inc. II, da Lei 8.137/90); dirigir sob efeito de álcool é crime (art. 306 do Código de Trânsito Brasileiro); levar lança perfume para o carnaval e dividir com a galera é crime (tráfico de drogas). Porém, há uma espécie de seleção de quem são os criminosos (os pobres) e onde eles se concentram (na pobreza). Isto explica porque você, caro leitor, não foi apanhado pela teia do sistema penal e costuma enxergar o criminoso sempre como sendo “o outro”.

Em segundo lugar, há muita gente “vivendo” do crime. São repórteres, apresentadores e donos de TV, jornal e rádio, juízes, promotores, delegados, vigilantes e seguranças particulares, empresas de segurança, etc. O crime já se mercantilizou: blindagem de veículos, cercas elétricas, alarmes, seguros, cães adestrados. Quantos jornais e programas policialescos se alimentam do crime. Toda máquina estatal voltada para prender, julgar e punir (polícia, delegados, promotores, juízes) vive do crime. E quantos empregos e serviços deixariam de existir sem o crime. Isto apenas para dizer da criminalidade de rua que é a criminalidade do pobre. Porque se fosse falar de tráfico de drogas, de sonegação de imposto, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e tantos crimes de “colarinho branco” a lista enveredaria para políticos, banqueiros, empresários, etc. Há, portanto, muitos interesses por trás do crime. O policial se deparará com esta triste realidade, se corromperá e, não raro, se lançará a empreitadas criminosas iguais a que visa coibir (assaltos, homicídios, etc), pois seu trabalho é o mais inglório: colocar a vida em jogo por um mísero salário para travar uma luta já de antemão perdida contra a criminalidade do pobre. Aquele que eu e você se retorce para não ver, como a querer negar sua existência, sua realidade.

Pode-se dizer que quanto mais policiado um Estado é, tanto mais desigual é seu povo. Atualmente, bem se percebe que o Estado está precisando mais do que nunca da força policial, inclusive para governar. Outrora a “opinião pública” era facilmente manipulável pela grande mídia. Agora, com a internet - a imprensa mais livre - tomando a frente dos antigos meios de comunicação, a população está arisca, desperta e volta-se, inclusive, contra os antigos meios formadores de sua opinião. Quando um Estado precisa a todo instante da polícia para exercer-se é porque a situação vai de mal a pior. E esta insatisfação generalizada conduzirá, mais cedo ou mais tarde, à ingovernabilidade. Isto porque, ninguém governa contra a opinião pública. Governar é mandar, mas obedecer não é aguentar. Estado é um estado de opinião: uma situação de equilíbrio, de estática. Veja o caso de Napoleão ao invadir a Espanha: ele sustentou esta agressão durante algum tempo, mas não mandou um só dia. Isto porque tinha a força e precisamente porque só tinha a força.

Aqui no Brasil há uma insatisfação generalizada da população e uma casta social que visa tão somente se perpetuar no poder. O primeiro passo rumo à mudança é evitar que algum amigo ou conhecido tente ingressar para a polícia, ou se já faz parte desta corporação/instituição tentar dissuadi-lo desta ideia. A natural tendência é que haja uma greve ou mesmo uma conscientização também por parte da polícia deste papel que lhe é designado, ou seja, que ocupa uma posição indigna e está sendo lançada contra a própria população a mando do poder e, por conta disso, acabe deixando de sustentar uma situação que já está insustentável. Quando isto acontecer haverá, inegavelmente, um pequeno espaço para o caos. Mas já se vive uma permanente catástrofe e sua autonegação. E é preciso virar cinzas para que fênix renasça.

Somente com a ruptura do sistema vigente será possível viver num mundo sem polícia. Tanto a militar quanto a civil. A primeira porque mata, tortura, prende, é corrupta e brutal. A segunda porque faz tudo isso e não investiga o crime[3]. Este será o caminho natural para se ter uma sociedade mais fraterna, mais igual, mais humana, onde os problemas serão tratados como devem ser tratados, e não como “casos de polícia”.


[1] A estimativa é de Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa Mapas da Violência 2011, divulgada pelo Ministério da Justiça.

[2] Segundo pesquisa realizada pela Unb e divulgada pela Istoé, edição nº 2285, 30.Ago.13.

[3] Numa sociedade pautada em outros nortes que não o capital, sequer precisaria investigar o crime para querer encontrar o culpado. Porque a punição de quem quer que seja nunca passou de um erro. Pena nenhuma previne ou reprime o delito, tampouco regenera o condenado. O índice de reincidência é de 70%. Não existem culpados. As pessoas se sentem culpadas, mas não são. A culpa se encontra dispersa: nos pais, nos educadores, nos amigos, no ambiente favorável, nos acasos da hereditariedade, em nós, nas mensagens subliminares, nas técnicas de persuasão, enfim, os embates psíquicos e as crises que jogam o ser humano de um lado para o outro até que ele decida agir, jamais formarão o seu “livre arbítrio”, serão apenas a escolha das circunstancias determinantes. Por isto, é inútil querer encontrar “culpados”.

81 Comentários

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Bom Dia. Sou Policial Militar, antes de ingressar na Corporação tinha uma idéia totalmente diferente da atividade PM, pois tinha mais medo que admiração pela PM. Hoje vivendo o cotidiano na "caserna", vejo que a Polícia Militar age em prol da Manutenção da Ordem Pública, reprimindo quando for necessário. Logicamente quem não está satisfeito com o sistema são aqueles que não têm como manter suas condições básicas de vida, estimulando, desse modo, a prática de delitos (especialmente homicídio, latrocínio, furto e sequestros dos mais variados.). No entanto, o brasil foi "descoberto" (invadido), há cerca de 510 anos pelas pessoas mais corruptas que haviam em Portugal, inclusive criminosos de alta periculosidade. De lá para ca nos tornamos o fruto desses pensamentos e caráteres, quer queira ou não, de um ou outro modo, fomos influenciados pelos nossos colonizadores. O Inconsciente Coletivo é algo que não se consegue mudar facilmente, por se tratar de sentimentos e pensamentos, que são de natureza subjetiva. A Polícia Militar tem um papel árduo e difícil pois estamos na linha de frente, entre a população desesperada e o dever constitucional. Mas se a Policia Militar acabar quem ficará nessa linha de frente entre pessoas movidas pela emoção e outras (pobres ou ricas) que não tem culpa da situação atual do país. Muitas pessoas estão agindo movidas por esse Inconsciente Coletivo, pois ao invés de tentar modificar as condições de vida dos brasileiros, atacam a PM como se fosse o inimigo nº 01 do povo, enquanto isso o foco é mudado e permanece tudo inalterado. As sociedades deveriam se organizar de forma consciente e inteligente, pois o caminho mais fácil, na conjuntura atual, é utilizar o sistema para modificar o próprio sistema de maneira gradual e incisiva, num processo de conscientização política. Não se deve esquecer que Policial Militar é ser humano também, tem emoções, sentimentos, família e vida social. Agora se quiser saber quem sustenta a paz e segurança social do país, basta um decreto suspendendo a atividade policial militar por uma semana, se chegássemos até o final do decreto veríamos a IMPORTÂNCIA ATUAL da Policia Militar. continuar lendo

Excelente comentário, principalmente quanto ao sustento da paz e segurança social. Provavelmente o autor desconhece que, em termos de Estado de São Paulo, somos a única instituição que atende a população diuturnamente sem interrupção, bastando um único telefonema, e presente em todos os municípios paulistas, diferentemente de outros órgãos, mesmo os congêneres. continuar lendo

Em um regime democrático a função da polícia é a de preservar a ordem e proteger o cidadão que lhes paga o soldo e a seus bens.
Quem discorda de métodos tem a justiça para reclamar, que discorda das leis, deve trabalhar por um voto consciente, fruto de melhor educação e menor desigualdade social, eu disse trabalhar não esperar que caia do céu, quem é contra a função social do policial não pode estar bem intencionado. continuar lendo

Concordo com você, não entendi muito bem a intenção do autor com o texto, mas, a verdade é que o sistema hoje utilizado no Brasil está falido. Podemos ver isso em todos os lugares, vai desde bandidos tentarem resgatar outros bandidos dentro de um fórum (representante da justiça e do poder do Estado), universitários, que teoricamente são pessoas mais cultas e sábias, dentruindo a sua universidade inclusive praticando sexo dentro da mesma, até jovens que finjem estar dormindo para não dar lugar a gestantes, idosos e outros que tem direito a ficar sentados. Não consigo acreditar que a desmilitarização da polícia vai tornar o país mais eficiente. O país só vai se tornar mais eficiente quando as pessoas mudarem de atitude. No Japão aconteceu o Tsunami, há um ano e já está tudo reconstruído, em 2011 se não me engano houve uma enchente em Itajaí, até hoje existem pessoas que estão sem as casas prometidas pelo governo e não foi construido nada para evitar que acontecesse de novo. Qual a diferença entre os dois países? O Japão é mais rico? Duvido, nosso país se fosse bem administrado estaria com certeza entre o G5. A diferença está no povo, a cultura deles. O nosso povo, fica sempre de braços cruzados esperando a boa vontade do governo, lá o governo e o povo trabalha lado a lado. Nos outros países não se admite corrupção, leiam esta matéria: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=690681&tm=7&layout=121&visual=49. E nosso país? Tenho certeza que estarão todos os políticos de volta, inclusive o palhaço do Tiririca, e se bobear Maluf dá um jeito e entra também. continuar lendo

É simples de se resolver a médio prazo, A solução se chama EDUCAÇÃO.
Filosofia nas escolas
Musica
Política (como projetar a criança para o mundo adulto sem lhe passar informações sobre o sistema em que vive?)
Legítimos professores de Matemática
Ensino da pluralidade cultural (não somente a cristã)
Orientação ao respeito e ao limite dos direitos (termina o seu onde...)
Tratar a criança como criança
Depois que o Estado cumprir com o seu dever constitucional, ai sim, ao criminoso hediondo pena de morte. continuar lendo

Entendo perfeitamente o papel da Polícia que é, claro, manter a ordem, e a ordem de uns é desordem para outros, Isto é muito relativo, depende do ângulo que se olha, isto nao em termos de direito, mas filosoficamente falando. Se eu dissesse para você que há um modelo de vida muito mais humano que esse nosso (que é selvagem) vc lutaria para manter essa ordem ou lutaria para derrubar essa ordem? continuar lendo

O texto acima tenta implantar na mente do leitor que a Instituição Polícia (seja a Judiciária ou a Administrativa) não passa de um "mal necessário", voltada a preservar os interesses daqueles que detém o poder (econômico, político, social...), ora, quem disse que polícia só cumpre ordem (seja ela qual for) não deve conhecer um dito "policialesco" que diz: "Ordem ilegal não se cumpre!", portanto, explico que até o mais subalterno na escala hierárquica da Administração Pública (e aqui, leia-se Polícia, enquanto Instituição Pública) é um fiscalizador de direitos e obrigações, é um defensor dos direitos do cidadão... É claro que, o que vem acontecendo no Brasil nos últimos anos, é a constante mudança nas estratégias de política de segurança pública, onde "governantes" visando seus próprios interesses, desvirtuam a função primordial dos agentes aplicadores da lei, afim de servirem aos interesses políticos (tais como estatísticas favoráveis ao governo, etc). Crucificar os agentes públicos não é a solução mais inteligente, uma vez que o combate contra o crime, parte da união entre Polícia e Sociedade. Parabéns pelo texto. continuar lendo

Alisson:
Parabéns pela análise.
De seu comentário, porém, eu retiraria a última frase.
No mais, assino embaixo. continuar lendo

Creio q vc tenha confundido um pouco. É claro q ordem (seja qual for) é estribada no direito. Mas o legal não se confunde com legitimo, idôneo, certo. Por exemplo: prender traficante pode ser uma ordem legal, mas não é certo, pq tráfico é mais uma questao mais de saúde pública doq de direito penal. Invadir um morro para pacificá-lo, é uma ordem legal, mas por certo q nao pode ser legitima. E quantas ordem dadas de forma sub-repticia? E a polícia é um mal desnecessário, ela é necessária na atual ordem e para beneficiar alguns. continuar lendo

E oq me diz sobre as chacinas? e Carandiru? Não decorreu de uma ordem? continuar lendo

Só faltou falar naquilo que ninguém fala! O Brasil assinou um tratado internacional se comprometendo em acabar com a polícia militar por ser uma instituição que mata. O Brasil está pagando multas no plano internacional por até hoje não ter cumprido o tratado. Recentemente há uma onda de propagandas contra a polícia militar nas mídias para incutir a ideia de que se tem que acabar com a polícia militar, para poder justificar a atuação do governo com o término da instituição.
Pois bem, e o que virá com o seu término? A Nova Polícia, como tentou o estado do RJ? Acredito que seja isso tudo uma grande bobagem, porque acabando com a PM, e criando uma nova polícia, tenha ela que nome tiver, vai acabar absorvendo os mesmos policiais de antes. Aqueles que matavam e deram origem ao caos que existe. Você pode até dizer que haverá concurso público e este será um filtro, mas quem passou em um, passa em outro. Fiquemos atentos e vamos ver o desenrolar dessa história. continuar lendo

A policia militar é a polícia política do governo. Não é só a militar que mata, a civil tb mata, mas mata menos, em contrapartida é mais corrupta. O Brasil não cumpre tratados internacionais? O Brasil nao cumpre nada. O Estado de Direito é uma ideologia criada onde se acredita que as coisas se resolvem criando leis. Oq é preciso entender é q o problema é sistêmico. E o sistema não é peculiaridade do Brasil, envolve todo o mundo... continuar lendo

Clayton José Franco Brandão.
Pois,é! Ladrão e assassino não é só aquele que rouba e mata.As Forças Armadas são tão criminosas por omissão,que deixa os políticos assaltar a nação com ajuda da milicia militar.As Forças Armadas,pode se dizer,que são uma organização criminosa e silenciosa omissa aos serviços de sua conduta e dever de garantia `constitucional prestada à sociedade.Estamos a deriva,é o caos social.E como se não bastasse,somos obrigados a votar em ladrões,bandidos,terroristas,assassinos que querem ser manter no poder ou inova-lo.As maiores quadrilhas criminosas do nosso país está no constitucional pluripartidarismo. continuar lendo

O senhor foi míope no seu comentário no que tange p termino da polícia militar. Pois, não é uma bobagem pensar em uma polícia mais social do que opressora.
O caminho que acadêmicos (como Alba Zaluar, Roberto Kant de Lima, Renato Sérgio de Lima, entre outros) vem traçando ao longo de um grande período em relação as políticas públicas, como a segurança pública, mostrou que a polícia militar não é uma instituição apta para a resolução de conflitos, pois ao inv´s de resolve-lo o oprime pela força. Exemplo do trafico do Rio de Janeiro que perdura a anos, sem resolução, ou as medidas tomada pela polícia em conter as manifestações de junho, mais uma vez com opressão.
Portanto, a brincadeira de "ladoA, LadoB" deve ter um fim, pois as mortes de cidadãos e polícias aumentaram estrondosamente nos últimos anos - especialmente nos anos de 2010 a 2013, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 7º ANUÁRIO DE BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA.
Portanto, pensar em uma nova polícia ostensiva que esteja mais entrelaçada com a população e que busque resolver os conflitos de forma clara e sem opressão é a proposta que a Desmilitarização da Polícia Militar propõe, garantindo polícias, que também são cidadãos que possuem famílias, não se exponham contra a população e não tenham medo de realizar investigações contra qualquer que seja o infrator, contrariando o sistema militar hierárquico atual que praticamente veta quem esta por baixo de investigar e criminalizar um superior.
Esse argumento visa somente levantar uma opinião amplamente debatida nas universidades do Rio de Janeiro, em especial a Universidade Federal Fluminense, sobre o tema em questão, Desmilitarização da Polícia Militar, e levada como projeto de campanha do PSOLRJ. continuar lendo

Eu acho que os nobres colegas leitores e comentaristas não entenderam a minha publicação.
Eu não emiti nenhuma opinião a respeito da Polícia Militar e Polícia Civil.
Eu fiz menção ao tratado internacional que nosso País assinou. Ninguém comentou a respeito. Quase ninguém sabe disto.
O que me interessa é qual postura que a União vai tomar em relação aos Estados para cumprir o Tratado. continuar lendo

Sua síntese sobre o sistema, foi extraordinária. Eu, sou um pesquisador sobre as tudo que engloba policia e, acompanho intensamente as operações. Vale ressaltar, também, que quem tem por norma, dirimir o tráfico de drogas, pessoas, e, atos que ferem á administração pública é a Polícia Federal. Para os desinteressados, quando falamos em Polícia Federal, estes acham que ela tem uma enorme efetividade em suas obrigações. Porém meu amigo, como sabemos, onde estão os maiores empreendedores do crime? No narcotráfico de drogas.
Porque citei a PF, pois, acima foi falado em suborno, imagina o que acontece nesses casos.
Abraços e meus parabéns! continuar lendo